quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

A ESPERA


Subi ao alto
Do meu castelo,
A contemplar o mar,
O prado, a montanha!
Dirigi o meu olhar
A te procurar
Mas sem te encontrar!
Em que longínquas paragens
Poderás tu andar...
Sem rumo, sem norte
Ou amor que conforte?
Esperei na tarde
A tua chegada.
À espera fiquei
Na noite gelada.
Meu sonho morreu
Ao romper da alvaorada.
Ficou-me a solidão
Da noite fechada.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

TEU CORPO... CARAVELA


Teu corpo é caravela
De velas altas, a deslizar
Sobre o fragor do mar da vida.
Quisera ser teu navegante,
Desfraldar tuas velas brancas,
Prender-me às amarras
Do teu convés e navegar
Ao sabor dos teus desejos
Entre marés de sonhos
E ilusões mortas,
Soltar teus cabelos ao vento,
Esquecer meu lamento,
Cortar as amarras e partir,
Sulcando as ondas do teu olhar
Entre névoas de esperança
E um turbilhão de amor,
Num horizonte de luz
No outro lado da vida!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

FOLHA DE ROSA

O amor Que de ti dimana, Diva celeste, Amante e esposa, Me faz cantar Em coro a serenata Neste deserto plano Ou mesmo No vale sombroso Quando vem de ti A voz tão encantada. Folha de rosa, Ó flor de amantes! Bela e formosa, Em ti há sempre encanto... Folha de rosa! Adoro ver teu retorno Aonde foste sorriso e flor... E a pensar no nosso Sacro amor, Sempre sinto e guardo Uma pena de paixão, Por ver-te em delírio Ao ouvires A minha canção.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

FOI A ANDORINHA


Sei de um amor...
E não posso compreender
Este meu sofrer,
Sofrer de dor,
Sofrer de amar,
Ser este o maior castigo.
Vivo a sonhar...
Com este maior amor,
Amor de dor
E de saudade,
Amor de mágoa,
Amor de fel.
....
Foi a andorinha,
Que de luto me vestiu.
E já não sou quem era!
De alma perdida,
Dirão talvez
Que é por amor...
Amor de dor
E de saudade,
Amor de mágoa,
Amor de fel...
E vivo a chorar,
Com este maior castigo,
De não deixar de te amar,
De ainda sonhar contigo!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

MEU CANTO


Digo teu nome,
Sonho contigo,
Embalo teu corpo,
Recebo um sorriso.
Eu falo às estrelas
Na noite ao luar,
Meus versos de oiro
Flutuam no ar.
É triste o meu canto,
Meu canto é saudade,
Rimas de amargura
De dor e ansiedade.
Meu triste lamento
Meu olhar de pranto
Partiram no vento
Ficou-me o quebranto.
Fecho meus olhos
Para não chorar,
Olho o horizonte
E fico a pensar!
Será este o meu fado?
Será este o meu canto?